União Brasil e PP irão aderir à oposição e obstruir votações no Congresso.
Em matéria publicada pelo Valor Econômico nesta terça-feira (5), o presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), anunciou que seu partido e o União Brasil aderirão à estratégia de obstrução das votações no Congresso Nacional. A decisão acompanha a movimentação liderada pelo PL e parlamentares da oposição, em resposta à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A adesão de PP e União, partidos que juntos ocupam quatro ministérios no governo Lula, expõe um racha dentro da base de apoio do Palácio do Planalto e acirra os ânimos no Congresso. A medida aumenta a fragilidade da articulação política do governo petista no segundo semestre legislativo.
“Vamos sim aderir à obstrução”, afirmou Ciro Nogueira a jornalistas.
Pela manhã, o senador se reuniu com o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e com Valdemar Costa Neto, dirigente do PL, para traçar uma reação coordenada à atuação de Moraes.
Além da obstrução, Ciro afirmou que tanto o PP quanto o União Brasil devem apoiar a tramitação de um projeto de lei que conceda anistia aos condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023, data em que manifestantes contrários ao resultado das eleições invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Entre as prioridades anunciadas pelos líderes partidários estão:
-
A votação do projeto de anistia dos réus de 8 de janeiro
-
O avanço da pauta que extingue o foro privilegiado
-
A abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
A movimentação conjunta representa um avanço da oposição e impõe desafios à governabilidade do presidente Lula, ampliando a pressão institucional sobre o STF e o Planalto.
