Trump sela acordo histórico entre Armênia e Azerbaijão e impõe derrota à Rússia
Em mais um movimento que reforça sua imagem de negociador global, o presidente Donald Trump presidiu, nesta sexta-feira (8), na Casa Branca, um acordo histórico de paz entre Armênia e Azerbaijão, encerrando décadas de hostilidade pela região de Nagorno-Karabakh.
O tratado prevê normalização das relações e garante aos Estados Unidos direitos exclusivos de desenvolvimento sobre o estratégico corredor de Zangezur, no Sul do Cáucaso — uma jogada que enfraquece diretamente a influência da Rússia, além de atingir os interesses de Irã e Turquia.
O encontro reuniu o presidente azeri Ilham Aliyev e o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan, marcando uma vitória diplomática para Washington e um golpe político para Vladimir Putin, cuja influência no espaço pós-soviético vem caindo desde a invasão da Ucrânia, em 2022.
“Foi muito tempo, 35 anos, eles lutaram, e agora são amigos. Muitos tentaram, inclusive a União Europeia e os russos. O sonolento Joe Biden também tentou, mas vocês sabem o que aconteceu lá”, ironizou Trump.
Além de encerrar a disputa, o acordo dá papel ativo ao Exército dos EUA nas operações de manutenção da paz. Analistas ligados ao Kremlin admitiram que se trata de uma “grande vitória para os Estados Unidos e para Trump pessoalmente”.
A medida também representa mais um passo na série de negociações conduzidas diretamente por Trump nos últimos meses, como os acordos entre Camboja e Tailândia, Congo e Ruanda e o cessar-fogo entre Índia e Paquistão. A meta é clara: consolidar seu histórico de pacificador e conquistar o Prêmio Nobel da Paz — algo que aliados internacionais, incluindo os próprios líderes de Armênia e Azerbaijão, dizem apoiar.
O corredor de Zangezur, peça central do acordo, liga o Azerbaijão ao enclave de Nakhchivan, integrando a rota estratégica conhecida como “Corredor Médio”, que conecta a China e a Ásia Central à Turquia. O controle americano sobre o projeto ameaça rotas comerciais vitais para Rússia e Irã, alterando o equilíbrio geopolítico da região.
Ao optar por negociar sob liderança dos EUA, Armênia e Azerbaijão deixaram claro o distanciamento de Moscou — reflexo da crescente desconfiança dos vizinhos da Rússia após anos de guerra e instabilidade.
O acordo não apenas consolida Trump como protagonista diplomático global, mas também reposiciona Washington como ator dominante no Cáucaso, diminuindo o espaço de manobra do Kremlin e abrindo novas oportunidades estratégicas e comerciais para os Estados Unidos.
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