Marcos Do Val denuncia tentativa de troca entre fim das cautelares e perda de mandato; Alcolumbre e ministros do STF estariam envolvidos

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O senador Marcos Do Val (Podemos-ES) declarou nesta quarta-feira (6) que rejeita veementemente um suposto acordo articulado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para a retirada de sua tornozeleira eletrônica.

Segundo o parlamentar, a proposta envolveria sua renúncia ao mandato, permitindo que sua suplente — supostamente alinhada à esquerda — assumisse o cargo. Em entrevista à coluna de Paulo Cappelli, do site Metrópoles, Do Val afirmou:

 

“Querem que eu aceite um acordo para deixar o mandato e, no meu lugar, assumir a minha suplente, que é de esquerda. Isso não vai acontecer. Nem eu nem a oposição aceitamos esse acordo. Rejeito. O que queremos é que tirem as medidas cautelares impostas contra mim para não haver confronto institucional com o Senado.”

 

 

Reunião com ministros teria discutido o acordo

De acordo com reportagem do O Globo, a negociação teria sido debatida em uma reunião que contou com a presença de Davi Alcolumbre e dos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. O objetivo seria encerrar a crise institucional gerada pela imposição da tornozeleira ao senador, medida imposta no contexto das investigações sobre o 8 de Janeiro.

 

Conforme apurado, o Senado apresentaria um pedido formal de revisão das cautelares nesta terça-feira (5/8). Em contrapartida, o mandato de Do Val seria suspenso como forma de punição pela divulgação de relatórios sigilosos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

 

Senador resiste e fala em chantagem política

Apesar da pressão, Do Val se mantém irredutível. Ele afirma que sua permanência no cargo não está em negociação e que a oposição ao governo também rejeita qualquer tipo de acordo que envolva a perda de seu mandato. Para o senador, o que está em jogo é um grave atentado à independência do Legislativo:

 

“Não vou ceder a chantagens. O que está sendo proposto fere o princípio da separação entre os poderes e representa uma tentativa de silenciar a oposição”, afirmou.

 

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