Lula entre a cruz e a tarifa: Ceder ou isolar-se?

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Pressionado por setores econômicos e integrantes do próprio governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a recuar no embate com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o tarifaço de 50% imposto sobre produtos brasileiros.

A avaliação dentro do governo é de que a escalada no conflito poderia levar o Brasil a um isolamento internacional semelhante ao enfrentado por países como Cuba e Venezuela. A tensão diminuiu parcialmente após Trump anunciar a isenção da sobretaxa para cerca de 700 itens, incluindo suco de laranja, celulose e aviões da Embraer — setores estratégicos para a economia brasileira.

A mudança de postura foi discutida nos bastidores do Palácio do Planalto. Em reunião com aliados no encontro do PT, Lula reconheceu que “há limites na briga com os EUA”. A sinalização de disposição ao diálogo por parte da Casa Branca levou o Planalto a recuar na intenção de aplicar a chamada Lei da Reciprocidade.

Lideranças empresariais reforçaram o alerta: retaliações poderiam afetar diretamente a recuperação econômica do país. Paralelamente, o cenário político se complica ainda mais com as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky, aprovada por Trump e referendada por parlamentares americanos.

Sem conquistas claras ou avanços econômicos, Lula agora tenta estancar os danos políticos após nova pesquisa Datafolha mostrar sua aprovação travada em 29%, gerando preocupação no núcleo duro do governo.

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