TOFFOLI RECEBE INVESTIGAÇÃO SOBRE CÚPULA DO INSS APÓS PEDIDO AO STF

TOFFOLI RECEBE INVESTIGAÇÃO SOBRE CÚPULA DO INSS APÓS PEDIDO AO STF

A investigação que desmontou um esquema de corrupção na cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi transferida para o Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação do ministro Dias Toffoli. A decisão foi tomada em caráter sigiloso no dia 2 de agosto, e todos os documentos do inquérito da Operação Sem Desconto foram enviados à Suprema Corte.

A transferência levanta preocupações entre parlamentares e setores da sociedade civil, que temem engavetamento ou morosidade no avanço das apurações, especialmente diante do histórico de blindagem envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Suspeitas e cifras milionárias

Entre os principais investigados está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, além de outros quatro ex-dirigentes da autarquia. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria se envolvido em um esquema de pagamento de propinas que somam R$ 17,5 milhões, supostamente repassados por meio de entidades ligadas a fraudes contra aposentados.

O esquema consistiria na liberação de descontos em folha de pagamento em troca de subornos, caracterizando corrupção ativa e passiva.

Apesar das investigações, Stefanutto negou irregularidades:

“Não tomei nenhuma atitude para receber ‘agrados’ ou benefícios pessoais”, disse em entrevista à Folha de S.Paulo.

⛔ Apurações paralisadas após ida ao STF

O inquérito principal estava sendo conduzido pela 15ª Vara Federal de Brasília, mas foi suspenso desde que Toffoli solicitou os autos ao STF, no dia 12 de junho. O ministro alega a necessidade de verificar se há envolvimento de autoridades com foro privilegiado, o que, na prática, travou as diligências da Polícia Federal até segunda ordem.

O caso se soma a outros episódios em que o Supremo é acionado para intervir em investigações de corrupção envolvendo órgãos públicos, alimentando críticas de que há proteção institucional a figuras influentes.

Esquema em cinco estados

Além do inquérito central, há ao menos 12 investigações paralelas em curso, focadas em fraudes similares nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Ceará, Sergipe e Minas Gerais.

A movimentação no STF será acompanhada de perto por parlamentares da oposição e entidades da sociedade civil que cobram transparência, celeridade e rigor nas punições, independentemente de quem esteja envolvido.


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