STF retoma julgamento de Carla Zambelli por porte ilegal de arma
O Supremo Tribunal Federal (STF) voltará a julgar, na próxima sexta-feira (15), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) em um processo que pode resultar em sua segunda condenação e na cassação de seu mandato. O relator, ministro Gilmar Mendes, já votou por aplicar pena de cinco anos e três meses em regime semiaberto.
A maioria dos ministros já acompanhou o voto do relator, incluindo Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O julgamento estava suspenso desde março, após pedido de vista de Nunes Marques, que devolveu o processo no último dia 8.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Zambelli de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal por ter perseguido, armada, o jornalista Luan Araújo durante ato político em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Zambelli nega as acusações e afirma que reagiu após ser ameaçada.
Histórico de condenações e prisão na Itália
A deputada já havia sido condenada a dez anos de prisão por suposta invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, onde pediu asilo político após deixar o Brasil em maio. A Justiça italiana manteve sua detenção e aguarda decisão sobre o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.
O caso é mais um capítulo da perseguição judicial enfrentada por figuras de direita no Brasil, com decisões polêmicas do STF que levantam questionamentos sobre imparcialidade e liberdade política.
