BRASIL VAI PARAR: Patriotas saem em carreata contra prisão do ex-presidente

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Um grupo de patriotas, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se reuniu na Torre de TV, em Brasília, na noite desta segunda-feira (4/8), em protesto contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-mandatário.

No local, que é um dos principais cartões postais da capital federal, os manifestantes fizeram orações e discursos direcionados contra Moraes, referindo-se a Bolsonaro como seu “líder” e conclamando a população à resistência. Durante o ato, motoristas que passavam pela área buzinavam em apoio à manifestação.

Após a concentração, os participantes iniciaram uma carreata pelas ruas de Brasília. O desembargador aposentado e pré-candidato ao Senado Federal, Sebastião Coelho, esteve entre os organizadores e discursou durante o ato. “A prisão de Bolsonaro é a prisão de todos os brasileiros. É hora do povo reagir”, afirmou.

A carreata seguiu em direção à Esplanada dos Ministérios, mas o trânsito foi bloqueado pelas autoridades, impedindo que os participantes chegassem à Praça dos Três Poderes, onde fica a sede do STF — alvo principal das críticas dos manifestantes.

Decisão de Moraes

Segundo nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal, a ordem de prisão foi emitida em razão do “descumprimento de medidas cautelares já impostas pela Corte”.

De acordo com o despacho de Moraes, Bolsonaro teria divulgado vídeos nas redes sociais durante manifestações ocorridas no domingo (3), o que violaria as determinações anteriores do STF.

A prisão deve ser cumprida em sua residência, em Brasília. Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção de advogados e pessoas previamente autorizadas. Também não poderá utilizar celular, seja diretamente ou por terceiros.

Moraes determinou ainda busca e apreensão de quaisquer aparelhos eletrônicos em posse do ex-presidente.

“Não há dúvida de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro, pois o réu produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio, ostensivo, à intervenção estrangeira no Poder Judiciário Brasileiro”, escreveu o ministro na decisão.

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