Ameaça Global: Trump não descarta poder militar para proteger “liberdade de expressão” no Brasil, diz Casa Branca
President Donald Trump delivers remarks before signing an executive order creating a task force for the 2028 Los Angeles Olympics, Tuesday, August 5, 2025, in the South Court Auditorium of the Eisenhower Executive Office Building at the White House. (Official White House Photo by Joyce N. Boghosian)
WASHINGTON, EUA – Em uma declaração que ecoa a tensão diplomática entre Washington e Brasília, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (9) que o presidente Donald Trump “não tem medo de usar meios econômicos nem militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”. A fala ocorreu em resposta a perguntas sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Leavitt foi questionada sobre possíveis novas ações dos EUA caso Bolsonaro seja condenado em seu julgamento. O ex-presidente é réu em um processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado, ao lado de outros sete aliados.
Segundo a porta-voz, a “liberdade de expressão é a questão mais importante dos nossos tempos”, sendo uma prioridade da gestão Trump. Ela lembrou que o próprio presidente americano já enfrentou episódios de censura e que, por isso, sua administração está comprometida em garantir que outros países “não punam seus cidadãos dessa forma”.
Embora não tenha anunciado medidas imediatas, Leavitt reforçou que Washington já impôs sanções e tarifas comerciais contra o Brasil e que Trump não hesitaria em usar todo o poderio americano, inclusive o militar, se considerar necessário.
O julgamento no Brasil
A declaração de Leavitt acontece em meio ao julgamento de Bolsonaro e outros sete réus no STF. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já votou pela condenação do grupo, acusado de tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de buscar a permanência de Bolsonaro no poder de forma inconstitucional.
Os réus, que incluem ex-ministros e militares de alta patente, são acusados de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Caso seja condenado com a pena máxima, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão.
Trump já havia manifestado apoio a Bolsonaro em outras ocasiões, chegando a classificar o processo como uma “execução política” e a elogiar o ex-presidente brasileiro como um “homem honesto”. Para o republicano, o Brasil teria tomado um rumo “muito para a esquerda radical”, o que justificaria sua insatisfação com o governo atual.
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