33 senadores são a favor do impeachment de Moraes e pressão recai sobre Davi Alcolumbre

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A oposição no Senado Federal intensificou os esforços para pressionar a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para isso, reativou o site Votos Senadores, criado há cerca de um ano com o objetivo de monitorar e divulgar a posição dos parlamentares sobre o afastamento de ministros do STF.

A iniciativa vem ganhando força especialmente após a decisão de Moraes que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O site aponta que 33 senadores já se declararam favoráveis ao impeachment de Moraes, enquanto 19 são contrários e outros 28 ainda não se posicionaram publicamente.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é um dos principais divulgadores da plataforma, que apresenta dados como o partido, o estado e o tempo restante de mandato de cada senador. A oposição acredita que, com apoio popular e articulação política, poderá aumentar esse número ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre os favoráveis à retirada de Moraes estão nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (União Brasil-PR), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). A lista conta ainda com o senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e a ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS).

Já entre os que se manifestaram contra o impeachment do ministro Moraes estão Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Jaques Wagner (PT-BA) e Ana Paula Lobato (PDT-MA), além de outros senadores ligados a partidos de esquerda e centro.

O tema tornou-se a principal pauta da oposição no Senado. A abertura do processo, no entanto, depende de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, conforme a Lei do Impeachment, responsável por decidir se os pedidos serão encaminhados à Advocacia do Senado para análise. Atualmente, existem mais de 30 pedidos protocolados contra Moraes no sistema do Senado Federal.

A legislação permite que ministros do STF sejam julgados por crimes de responsabilidade, cabendo ao Senado avaliar as denúncias. Caso aceitas, as punições podem incluir até a perda definitiva do cargo.

Senadores a favor do impeachment:

Alan Rick, Alessandro Vieira, Astronauta Marcos Pontes, Carlos Portinho, Carlos Viana, Cleitinho, Damares Alves, Eduardo Girão, Eduardo Gomes, Esperidião Amin, Flávio Bolsonaro, Hamilton Mourão, Izalci Lucas, Jaime Bagattoli, Jorge Kajuru, Jorge Seif, Lucas Barreto, Luis Carlos Heinze, Magno Malta, Marcio Bittar, Marcos Rogério, Marcos do Val, Nelsinho Trad, Oriovisto Guimarães, Plínio Valério, Professora Dorinha, Rogério Marinho, Sergio Moro, Styvenson Valentim, Tereza Cristina, Vanderlan Cardoso, Wellington Fagundes, Wilder Morais, Zequinha Marinho.

Senadores contra o impeachment:

Ana Paula Lobato, Augusta Brito, Beto Faro, Chico Rodrigues, Cid Gomes, Fabiano Contarato, Fernando Farias, Humberto Costa, Irajá, Jaques Wagner, Leila Barros, Omar Aziz, Otto Alencar, Paulo Paim, Randolfe Rodrigues, Rodrigo Pacheco, Rogério Carvalho, Teresa Leitão, Weverton.

Senadores que ainda não se manifestaram:

Angelo Coronel, Ciro Nogueira, Confúcio Moura, Daniella Ribeiro, Davi Alcolumbre, Dr. Hiran, Eudócia Caldas, Eduardo Braga, Efraim Filho, Eliziane Gama, Fernando Dueire, Flávio Arns, Giordano, Ivete da Silveira, Jader Barbalho, Jayme Campos, Jussara Lima, Laércio Oliveira, Mara Gabrilli, Marcelo Castro, Margareth Buzetti, Mecias de Jesus, Renan Calheiros, Romário, Soraya Thronicke, Sérgio Petecão, Veneziano Vital do Rêgo, Zenaide Maia.

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