“Lei Magnitsky é pouco para Alexandre de Moraes”, diz Nikolas após prisão de Bolsonaro
Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (2), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um duro desabafo contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o parlamentar, a medida representa uma escalada autoritária sem precedentes, motivada apenas por publicações em redes sociais.
“Prisão domiciliar decretada para Jair Bolsonaro por Alexandre de Moraes. E qual foi o motivo? Corrupção? Rachadinha? Lavagem de dinheiro? Nada disso. O motivo seria o uso de redes sociais de terceiros para divulgar a manifestação do dia 3 de agosto”, afirmou Nikolas.
O deputado ainda relatou que seu próprio nome foi citado na decisão do ministro, mesmo tendo se manifestado apenas após a data do protesto.
“Ele não pode falar, não pode dar entrevista. Mas se uma outra pessoa filma e posta, ela é responsabilizada, e ele também. Como assim?”, questionou o parlamentar.
Nikolas classificou a situação como uma “ditadura confusa” e ironizou o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro, comparando com casos de corrupção envolvendo políticos que não foram submetidos ao mesmo tipo de restrição judicial.
A crítica mais contundente veio após a menção a documentos supostamente vazados por um ex-assessor de Moraes, que indicariam manobras para prender manifestantes dos atos de 8 de janeiro com base apenas em postagens.
“Coincidentemente, no mesmo dia em que esses documentos vazam, Bolsonaro é preso. Lei Magnitsky é pouco para Alexandre de Moraes. O que resta para ele mesmo é uma boa cadeia”, disparou.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi determinada dentro do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo militares, políticos e influenciadores. A decisão do STF sustenta que o ex-presidente teria utilizado perfis de terceiros para continuar influenciando seus apoiadores, o que desrespeitaria medidas cautelares anteriores impostas pela Corte.
O episódio intensifica o embate entre o Congresso, especialmente parlamentares bolsonaristas, e o Supremo Tribunal Federal, em meio a uma crise institucional cada vez mais profunda.
