Hytalo Santos é preso por suspeita de tráfico humano e exploração infantil
O influenciador digital paraibano Hytalo Santos, de 28 anos, foi preso nesta sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A ação foi conduzida por policiais da 3ª Delegacia de Investigações sobre Estelionato e Crimes Contra a Fé Pública (DIG) do DEIC, em cumprimento a mandado da Justiça da Paraíba. Na operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos utilizados na produção de conteúdos.
Hytalo é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho por suspeitas de tráfico de pessoas e exploração sexual infantil. Seu nome ganhou destaque nacional após ser citado em um vídeo do youtuber Felipe Bressanim, o Felca, que denunciou a “adultização” de menores na internet — pauta que chegou ao Congresso, gerando cobranças por medidas mais duras de proteção às crianças no ambiente digital.
A prisão foi determinada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux. O MPPB reforçou que as investigações seguem com rigor técnico, mas alertou que vazamentos e ações paralelas têm colocado menores em risco e prejudicado o trabalho dos investigadores.
Buscas e apreensões
Dois dias antes da prisão, o juiz Adhailton Lacet Correia Porto, da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, autorizou busca e apreensão de celulares, computadores, câmeras e outros dispositivos na casa do influenciador, além da suspensão de todos os seus perfis e remoção de conteúdos com menores.
As autoridades informaram que, no momento da ação, Hytalo não estava no local e havia levado parte dos equipamentos. O juiz considerou que tal conduta poderia configurar obstrução à Justiça. Também determinou o afastamento de adolescentes que viviam com ele e o encaminhamento a acolhimento institucional ou familiar.
Posicionamento do influenciador
Em nota, Hytalo negou as acusações e disse que está em São Paulo há mais de um mês, “à disposição das autoridades”. Ele repudiou as denúncias, alegou que sempre agiu dentro da lei e que gravações com menores teriam sido feitas com consentimento e acompanhamento de responsáveis.
Fundamentação da Justiça
Segundo o juiz, há indícios contundentes de violações graves aos direitos de crianças e adolescentes, como exploração de imagem para lucro, exposição a conteúdos impróprios, incitação à pornografia infantil e fornecimento de bebida alcoólica. Ele classificou como “inaceitável” que a busca por fama e dinheiro se sobreponha à integridade física, emocional e moral dos jovens.
O caso segue em investigação e o influenciador permanece à disposição da Justiça.
