Hugo Motta é acusado de empregar caseiro de sua fazenda como assessor parlamentar
Mais um escândalo atinge a cúpula da política em Brasília. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Câmara dos Deputados, é acusado de empregar o caseiro de sua fazenda em Serraria (PB) como assessor parlamentar pago com dinheiro público.
O funcionário em questão, Ary Gustavo Soares, aparece oficialmente como secretário parlamentar com carga horária de 40 horas semanais. Porém, moradores e técnicos locais garantem que ele continua trabalhando na fazenda do deputado, cuidando da rotina da propriedade rural, dormindo na sede e só indo para a cidade de Patos nos fins de semana.
R$ 7,2 mil mensais pagos pelo povo
Desde 2019, Ary recebe R$ 7,2 mil por mês, entre salário e benefícios, custeados pela Câmara dos Deputados. A legislação, no entanto, proíbe que secretários parlamentares tenham vínculos com atividades que não sejam de caráter legislativo.
Em visita ao local, jornalistas flagraram o caseiro presente na fazenda, administrando acessos, atendendo visitantes e até representando a propriedade em processos trabalhistas.
Nepotismo e rede de influência
As denúncias não param por aí. A esposa do caseiro, Isabella Perônico, trabalha no gabinete da avó de Hugo Motta, com salário de R$ 14,3 mil. Já o irmão, André Guedes, foi nomeado superintendente da PatosPrev pelo pai do deputado, recebendo R$ 13 mil.
Além disso, aos fins de semana, Ary atua também como motorista particular de Hugo Motta, em claro desvio de função.
Patrimônio milionário em nome da família
A fazenda onde Ary atua foi comprada em março de 2023 por R$ 2,7 milhões. O imóvel está registrado em nome da esposa e dos filhos do deputado, abrigando a Agropecuária Tapuio, de propriedade da família Motta.
Reincidência em casos de funcionários fantasmas
Este já é o quarto escândalo em apenas um mês envolvendo o gabinete de Hugo Motta. Recentemente, a imprensa revelou que três funcionárias nomeadas pelo deputado não cumpriam funções reais. Duas acabaram exoneradas, mas uma, parente de aliados de Motta, segue no cargo.
O caso reforça a denúncia de uma rede de privilégios, nepotismo e uso de cargos públicos para fins privados, em total desrespeito à legislação e ao dinheiro do contribuinte.
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