Gilmar defende Moraes e ataca sanções dos EUA em meio à crise diplomática
Durante evento promovido pela Esfera Brasil, em Brasília, o ministro Gilmar Mendes saiu em defesa do colega Alexandre de Moraes, que se tornou alvo de sanções do governo norte-americano por suspeitas de violações de direitos humanos, com base na Lei Magnitsky.
Gilmar declarou que Moraes conta com a “confiança e apoio integral” do Supremo Tribunal Federal, minimizando a gravidade das acusações e tratando o gesto dos EUA como uma afronta à soberania brasileira — ignorando o conteúdo das denúncias.
As falas de Gilmar Mendes ocorrem no pior momento possível: o Brasil acaba de ser atingido por uma tarifa recorde de 50% sobre exportações aos Estados Unidos, e o nome de Moraes está no centro da crise diplomática com o governo Trump.
Mesmo diante do desgaste internacional crescente, o ministro classificou as sanções como “inaceitáveis” e criticou o uso de tarifas como instrumentos de pressão, sem reconhecer os fundamentos legais e políticos que levaram à medida.
A defesa incondicional de Moraes, aliada a uma retórica nacionalista e à rejeição de autocrítica, aprofunda o isolamento institucional do STF. Em vez de enfrentar os alertas da comunidade internacional com seriedade, Gilmar opta por blindar um aliado e desprezar a legitimidade das críticas externas.
