Elenice Silveira, ex-controladora de Belford Roxo, tem bens bloqueados em escândalo de R$ 14 milhões no governo Waguinho

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A cidade de Belford Roxo voltou ao centro das atenções políticas e jurídicas. A ex-controladora-geral do município, Elenice Araújo de Oliveira Silveira, teve seus bens bloqueados pela Justiça em meio às investigações sobre o desvio de R$ 14 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (Previde). O esquema, revelado a partir de documentos e mensagens interceptadas, ocorreu em dezembro de 2024, durante a gestão do ex-prefeito Waguinho.

O enredo do escândalo:

Entre os dias 4 e 27 de dezembro, 539 pessoas sem vínculo com a Previdência municipal receberam pagamentos vultosos. A manobra expôs falhas graves no sistema de controle interno e levantou dúvidas sobre o conhecimento da alta cúpula da prefeitura a respeito das irregularidades.

A figura da controladora:

Como responsável pelo controle interno, Elenice tinha a missão de zelar pela legalidade dos atos administrativos. No entanto, seu nome surgiu em diálogos comprometedores. Em uma das mensagens interceptadas, a então diretora administrativa e financeira do Previde, Rosemery da Silva Barcellos Aleixo, menciona que “a controladora conversaria com o prefeito sobre o nosso” — uma referência direta ao suposto repasse de “5%”.

Bloqueio de bens e implicações:

O bloqueio determinado pela Justiça atinge não apenas Elenice, mas também o ex-prefeito Waguinho, além das ex-diretoras Iolanda Assis e Rosemery Aleixo. A medida tem como objetivo garantir a restituição dos recursos desviados, que somaram R$ 14 milhões em menos de um mês.

Silêncio e repercussão:

Até agora, não há provas de que Elenice tenha se beneficiado diretamente dos valores desviados. Sua implicação decorre, sobretudo, do cargo de fiscalização que ocupava e de sua presença em conversas-chave reveladas pela investigação.

O caso traz à tona não apenas uma crise de confiança institucional, mas também um choque político: ao atingir a cúpula administrativa de Belford Roxo, o escândalo reacende o debate sobre a transparência e os limites do poder público em meio a esquemas de corrupção.

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