Caso Felca vira pretexto da esquerda para avançar em censura digital
O vídeo do influenciador Felca, denunciando a “adultização” de menores na internet, gerou consenso no Congresso sobre proteger crianças no ambiente digital. Mas parte da esquerda transformou o episódio em oportunidade para emplacar projetos de regulação das redes sociais com alcance muito mais amplo.
Apesar de cerca de 30 propostas focarem na proteção infantil, parlamentares governistas passaram a associar qualquer resistência à “conivência” com crimes contra menores, inserindo dispositivos que ampliam o poder estatal e abrem brechas para censura — inclusive de conteúdo político e crítico ao governo.
O ministro Rui Costa anunciou que Lula enviará um projeto “prioritário” para regular Big Techs, ecoando Alexandre de Moraes no STF. No entanto, a maioria dos crimes citados por Felca não envolve liberdade de expressão, o que expõe o uso político do caso.
Nomes como Guilherme Boulos e Erika Hilton (PSOL) usaram o episódio para atacar opositores e distorcer falas, enquanto Lindbergh Farias (PT) aproveitou para criticar prioridades da oposição.
A tática de vincular causas legítimas a agendas de controle de discurso não é nova — Lula já prometeu regular “meios de comunicação” em 2021. Agora, a comoção em torno do caso Felca serve de combustível para um projeto de censura digital disfarçado de proteção infantil.
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