Ataques a Jeffrey Chiquini em universidade geram pedido de desagravo à OAB
O advogado Paulo César Rodrigues de Faria, conhecido por defender o ex-deputado federal Daniel Silveira, entrou com um requerimento no Conselho Federal da OAB e na seccional do Paraná para pedir providências urgentes e um desagravo público em favor do advogado Jeffrey Chiquini da Costa. A solicitação foi protocolada após Chiquini ser atacado por militantes de esquerda durante um evento na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Jeffrey Chiquini, que atua na defesa de Filipe Martins, foi convidado para palestrar em um evento crítico à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi impedido de falar. Segundo o requerimento de Faria, o colega foi mantido em uma espécie de “cárcere privado”, sofrendo agressões verbais e, supostamente, físicas, sendo libertado apenas com a intervenção da polícia.
No documento, Faria destaca a importância da OAB em proteger a dignidade da advocacia. “A advocacia sangra diante das constantes violações de prerrogativas, agressões, e até mortes de advogados. A advocacia, hoje, virou profissão de risco”, afirmou. O advogado lembrou ainda que o Estatuto da Advocacia assegura o direito ao desagravo público para profissionais ofendidos no exercício de sua função.
Com base no Provimento 219/2023, o advogado pede que os fatos sejam apurados e que a OAB se manifeste publicamente em defesa de Chiquini. O caso agora está nas mãos do Conselho Federal e da seccional paranaense, que analisarão as medidas a serem tomadas.
Agressões na UFPR
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) divulgou uma nota oficial sobre o incidente, reconhecendo que o evento gerou “manifestações contrárias” de grupos que defendem que o tema iria “contra a defesa da soberania nacional e do Estado Democrático de Direito”. O evento, organizado por uma professora da instituição, contou com a participação de Chiquini e dos vereadores de Curitiba Guilherme Kilter e Rodrigo Marcial, ambos do Novo.
Apesar de um alerta interno sobre riscos de segurança, a universidade não acionou a Polícia Militar previamente nem reforçou a segurança. O confronto, que incluiu agressões físicas e verbais, só foi contido após a chegada da polícia, inclusive com a Tropa de Choque.
